Durante eventos do segmento, como a análise de 100 dias de governo e Summit Imobiliário Brasil, entidades do ramos apontam soluções de déficit habitacional e desemprego a partir de aprovação.

Em uma análise do primeiro trimestre do governo Bolsonaro durante o fórum “”, realizada no início de abril, a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) lançou um manifesto pela aprovação da reforma da Previdência. De acordo com a entidade, aproximadamente 500 pessoas que estavam presente aos debates assinaram o documento e 35 entidades do setor da construção civil apoiam a iniciativa da Abrainc.

Segundo o presidente da Associação, Luiz Antonio França, a aprovação da reforma poderá impactar na queda da taxa de desemprego no país. “O alívio econômico estimado poderá reduzir o desemprego dos atuais 12 milhões para oito milhões. Sem a reforma o país todo será prejudicado, especialmente a população de baixa renda,” declarou.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) o desemprego subiu 12,4% no trimestre fechado em fevereiro deste ano. O percentual representa 892 pessoas na população que estão desempregadas. Somadas ao percentual anterior (11,6%), hoje há no país 13,1 milhões de trabalhadores em situação de desocupação.

Outro tema em discussão é o déficit habitacional. Em apoio a aprovação da reforma o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Basilio Jafet, discutiu durante o evento, no painel “Atuação dos governos para habitação popular”, a importância de o setor imobiliário não se omitir das decisões de temas que envolvem os rumos do Brasil. “A falta de teto agrava as desigualdades sociais”, ressaltou. Jafet ainda citou paises que são exemplos em soluções da falta de moradia, como o Canadá e a França.

Impactos no setor Imobiliário

Os recursos destinados à Previdência Social em 2018, de R$ 279 bilhões, poderiam zerar o déficit habitacional brasileiro em oito meses. A afirmação é do presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antônio França.

O dirigente da Abrainc ainda declarou durante o evento Summit Imobiliário Brasil 2019, realizado pelo jornal O Estado de São Paulo, em parceira com o Sindicato de Habitação de São Paulo (Secovi-SP), no dia 16, que a reforma da Previdência precisa ser feita.

“É importante e foi necessária em outros países do mundo. No Brasil, essa questão tem de ser enfrentada. A reforma deve sair com economia de R$ 1 trilhão”, disse ele, durante evento do setor imobiliário.

França ainda apontou durante a discussão que o alto valor gasto com burocracias no setor imobiliário, segundo ele cerca de R$ 8 bilhões por ano, precisa ser reduzida.

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De acordo com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) a reforma da previdência deve ser aprovada ainda no primeiro semestre.